For someone like you to come make the wrong things right
I know he didn't have the answers all the time
But you can't tell me that you've never told a lie"
Eu não fui à melhor das pessoas quando tinha 14/15/16 anos. Eu acreditava que as pessoas precisavam aprender que não deviam confiar, gostar ou sentir algo umas pelas outras. Não era algo de adolescente rebelde que só quer aparecer. Era realmente o que eu sentia.
Não era gostar que me fazia bem, era poder saber que conseguiria obrigar, sem necessariamente obrigar, as pessoas a fazerem o que eu queria. Eu ainda posso, ainda consigo, mas hoje em dia, não é necessário. Eu não quero que façam o que eu quero.
Eu gostava de poder ser o que elas queriam sem necessariamente saber quem era, o que era, onde estava indo, como, por que.
Não eram as perguntas ou as respostas que me movia, eu não era fã de filosofia, era fã de sentimentos, e não necessariamente os meus.
Era movida por desafios, por qualquer coisa que me obrigava a sentir medo ou dor. E cada vez que eles eram "quebrados" eu me sentia mais e mais vazia por ter passado por aquilo e nada ter acontecido.
Me lembra o Simba, que ria na cara do perigo. Eu não ria, não, eu procurava.
Grande parte de tudo que eu passei naquela época, eu não me lembro. Não porque não foram experiências que me marcaram, mas porque eu passava grande parte do tempo presa em todo aquele mundo aonde eu não conseguia e nem queria gritar " Me tira daqui", eu queria era arrastar mais e mais pessoas para ele, para que aprendessem como era viver de verdade. Ou o que eu pensava que era viver.
Foram experiências.
Eu me machuquei, machuquei outras pessoas, mas eu aprendi, minhas palavras, ações e tudo mais influenciam outras pessoas e as muda, de uma maneira que depois eu não tenho mais controle.
E sim... Aprendi que eu não tenho controle depois que tomo minhas decisões.
Mas ainda hoje, eu arrasto as pessoas para o meu mundo inconseqüente e inconscientemente...
Ainda hoje elas são machucadas e mudadas...
E ainda hoje, eu não tenho controle...




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