quarta-feira, 12 de maio de 2010

Escolhas

Se lembra quando seus amigos mais próximos se tornaram estranhos; pirulitos se transformaram em cigarros; as inocentes se transformam em putas; dever de casa foi para o lixo; o refrigerante se misturou a vodka; beijos se transformou em sexo. Se lembra quando ficar alto significava crescer? Quando a pior coisa que você poderia pegar de um menino eram piolhos? Quando proteção significava usar um capacete?O lugar mais alto do mundo eram os ombros do seu pai e a sua mãe era sua heroína? Seus piores inimigos eram seus irmãos; e questões raciais sempre foram sobre quem correu mais rápido, a única droga que você conhecia era remédio para tosse; vestir saia não fazia de você uma puta, a única coisa que machucava eram os joelhos esfolados e Adeus significava até amanhã?
E não podíamos esperar para crescer...




Para as pessoas que eu tenho no coração:
Taly, João, Carol, Sonic, GG, Luz, Thiago, Peter... e as outras que eu não citei...

Acordo me sentindo bem... ai eu me lembro...

Você está sentado, ouvindo suas músicas preferidas no fone de ouvido, vendo o tempo passar.

Então eles chegam. Um casal, mais ou menos da sua idade. Ficam trocando olhares carinhosos, mãos dadas, se abraçam, estão em seu próprio mundo de carinho. E você está lá do lado, a poucos passos. Você tenta não olhar, finge não ligar, é só você e seu fone, sempre foi assim.

Mas é inevitável… você começa a pensar. Começa a lembrar que eles não são os únicos. Seus amigos também estão assim. Por onde você olha existem duas pessoas compartilhando carinho. Durante toda a sua vida sempre havia um casal. E você vivia largado.

Nessa hora você pega seu escudo velho de guerra e fica lembrando das idiotices que um cara tem que fazer para conseguir o afeto de uma garota. Fica lembrando de todas as vezes que seus amigos fizeram papel de idiota e de como é patético o comportamento de um casal meloso. Sim, você é o senhor coração de rocha, sem sentimentos, intocável… mas até quando? Uma hora sempre bate aquela dúvida, aquela que te faz ficar pensando a tarde inteira e querer abraçar o travesseiro à noite.

“O que está errado?”

“Por que não eu?”

Por que não é você que está em um banco sentado com alguém, conversando, vendo o maldito tempo passar?

“O que tem de errado em mim?”

Então você começa a vislumbrar seu passado. Lembra de quando achava que era um cara engraçado, de quando achava que tinha verdadeiros amigos, de quando sentia que fazia parte de um mundo. Lembra das garotas que se aproximaram de você, as mesmas que sempre davam risadas de suas piadas copiadas de um amigo de outro grupo social e conversavam com você sobre os seus assuntos idiotas. Você pensava: “é ela!”, e corria atrás, que nem um cachorrinho.

Mas você nunca chegou lá. Nunca chegou numa sala cheia de amigos e a viu correr em sua direção, te abraçar e falar para todos: “Tchau, gente! Tenho que ir”. Você sempre quebrou a cara. Ela sempre saía do seu lado pra dedicar toda a atenção dela a outro garoto, mais bonito, esperto e interessante que você.

Em parte, foram essas garotas que te fizeram assim. Foi com essas experiências que você criou os seus conceitos perfeitos e infalíveis sobre as mulheres.

Aí você volta ao presente. Continua pensando: “o que tem de errado em mim? Sou feio? não sou engraçado? não tenho estilo? não tenho dinheiro? não sou uma boa pessoa?”.

Você sempre se perguntou isso. Sempre quis saber qual era a equação perfeita ou, pelo menos, o que te faria ser alguém bem sucedido. Festas, danças, se enturmar com várias pessoas… você até tenta, mas falha. Sempre falha.

Muitas vezes você esteve cercado de pessoas, e ao mesmo tempo em que você se sentia bem, você sabia de alguma forma que aquele não era o seu lugar. Que não fazia a mínima diferença lá.

Aí vem a epifania: Você não faz diferença. Você é tão comum e tão sem graça que ninguém se importa se você está lá ou não. Não faz diferença se você vai pra festa, se vai pra aula, se estava nas grandes férias na praia ou se pegou a caneta dela no chão.

Ninguém liga. E você sabe disso.

O casal sai do seu lado. Agora você pode olhar para onde quiser. Não precisa mais ficar olhando pra esquerda, como se estivesse esperando um amigo que vai te encontrar e conversar com você. Você sabe que isso não vai acontecer.

A bateria do MP4 acabou. Silêncio.




Old, but truth

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sucker love is heaven sent...

"Carve your name into my arm
Instead of stressed, I lie here charmed
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you."


Domar minhas palavras, eu sempre fui boa nisso, mas ultimamente não ando conseguindo domar meus pensamentos.
Estranho que já é a milésima vez que eu venho aqui escrever, domar minhas palavras.
Intrigante como eu comecei a escrever pensando em falar sobre algo e simplesmente mudo de assunto assim, como um tiro de bala.
Fato é; como é simples deletar alguém da sua vida, deleto comentários, bloqueio comentários, não cito nomes e pronto! Menos um problema na minha vida.
Acho que sou fria demais as vezes, tá, quase sempre, o fato de não me importar muito com os outros. Isso só reflete realmente como eu sou comigo mesma, e o quanto não me importo, emocionalmente, psicologicamente falando, comigo mesma.
Na verdade eu não sinto falta de escrever por aqui, afinal, não posso sempre dizer o que quero. Não, não é medo do que vão pensar, é só porque eu sei o peso das minhas palavras, quando por um lado eu simplesmente não me importo, do outro me importo demais, e por mais que eu repita, nunca será o suficiente.
A ultima coisa que eu quero, é magoar a pessoa que eu amo.
Tá, tá... pessoas.
Bem vindos a 2010, um ano que para mim importa, simplesmente porque eu quero que importe.
Simplesmente porque o sexo é bom, a companhia é boa, os amigos são divertidos e eu estou apaixonada.
Que seja eterno enquanto dure!!!

Não faz sentido né?
Não tem que fazer...